Setor de seguros pode alavancar economia do Brasil abrindo vagas, investindo em formação e ampliando participação no PIB para 10% até 2030
As mudanças regulatórias já implementadas, o plano de ampliar a participação do setor de seguros no PIB e os investimentos para atrair e formar novos talentos vão ampliar as oportunidades no setor de seguros e resseguros nos próximos anos. É o que concluiu o painel “Inovação, regulação e sustentabilidade” do 1º Simpósio Técnico-Científico, com a participação de representantes da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e IMPA.

Diretor de Regulação Prudencial e Estudos Econômicos da Susep, Marcílio Nascimento Filho, apontou que as novas regulamentações implementadas pela autarquia devem ampliar as oportunidades de trabalho no setor. “O seguro dá segurança econômica para a população. Por isso, a interação do mercado com a área acadêmica é fundamental para a busca de melhores soluções, criação de produtos melhores e abrangência de uma parte maior da população”, disse.

A presidente do Instituto IRB, Eduarda La Rocque, acrescentou que o crescimento da participação do segmento de seguros no Produto Interno Bruto (PIB) do país contribui para uma maior sustentabilidade da economia brasileira. Segundo a superintendente de Sustentabilidade da CNseg, Monique Cardoso, a meta do setor, que hoje representa 6% do total, é chegar a 10% do PIB até 2030.

“Estamos trabalhando para isso. O Brasil tem uma grande lacuna no mercado de proteção de seguros. Muitas carreiras novas não estão mais vinculadas ao modelo CLT tradicional, e isso tem contribuído para o crescimento da procura por seguros de vida e de saúde. Ou seja, tem um mercado grande para ser explorado e conquistado”, afirmou Monique.

Para o gerente de Projetos Tecnológicos do Centro de Projetos e Inovação do IMPA, Lucas Nissenbaum, é fundamental que haja um trabalho conjunto e interdisciplinar para ampliar a capacidade de responder aos desafios atuais e futuros: “A quantidade de dados sendo produzida é massiva. O ponto principal, que trabalhamos com nossos alunos, é qual a melhor forma de apresentar essas informações para que pessoas de diferentes áreas possam entender. Com isso, torna-se possível trabalharmos em conjunto para pensar em inovação e novas ferramentas que atendam as necessidades do setor”.
Ao encerrar, Eduarda reforçou que “o objetivo é que as discussões continuem e que a gente fortaleça ainda mais as parcerias entre os setores público e privado para compartilhar conhecimento sobre nosso segmento, como fizemos aqui hoje. O setor securitário é uma alavanca para a economia do Brasil”.
Realizado na tarde desta quinta-feira (10/09), o 1º Simpósio Técnico-Científico do Instituto IRB reuniu representantes do setor privados, de instituições de ensino e pesquisa e do poder público, como Susep, CNseg, IMPA, Prudential e FGV, entre outros.



