Com índice de 37,8%, registro é o mais baixo desde 2014; Rural é o principal segmento responsável pela redução, com recuo de 20,8 pontos percentuais
No primeiro bimestre do ano, a sinistralidade geral do setor de seguros foi de 37,8%, com queda de 5,5 pontos percentuais (p.p.) na comparação interanual. O principal segmento responsável pela redução foi o Rural, com recuo de 20,8 p.p.. Apesar da ocorrência do fenômeno climático La Niña, a taxa não teve elevação, e a sinistralidade do segmento Rural ficou em 32,4% em fevereiro. As informações são do IRB+Inteligência, plataforma de dados do IRB(Re), que divulgou hoje (11) os números mais recentes do setor.
As seguradoras brasileiras faturaram R$ 36 bilhões com prêmios emitidos nos meses de janeiro e fevereiro, enquanto o lucro líquido apurado foi de R$ 7 bilhões, resultado 29,3% superior ao primeiro bimestre de 2025. Em fevereiro, o mercado segurador cresceu 2,1% no faturamento frente ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do primeiro bimestre, a variação foi de 2,9%, refletindo um início de ano mais moderado para o setor.
Nos dois primeiros meses do ano, as seguradoras destinaram R$ 5,1 bilhões ao resseguro, aumento de 3,6%, influenciado principalmente pelo crescimento das cessões nas operações de Automóvel. Apenas em fevereiro, os R$ 2,2 bilhões cedidos em resseguro representam um aumento de 17,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Faturamento de Vida equivale a 36,2%
Em fevereiro, o segmento Vida cresceu 4,6% em relação ao mesmo mês de 2025, atingindo R$ 6,6 bilhões de faturamento. No bimestre, o faturamento do segmento representou 36,2% do setor, tendo evoluído 5,8%. A sinistralidade recuou 2,8 p.p. em comparação com o primeiro bimestre de 2025 e fechou em 25,4%.
Com faturamento mensal de R$ 4,6 bilhões, Automóvel apresentou estabilidade em fevereiro e no acumulado do primeiro bimestre, com variações de 0,6% e 1,3%, respectivamente. A sinistralidade reduziu 2,3 p.p., encerrando o período em 59,9%.
No primeiro bimestre, o Corporativo de Danos e Responsabilidades apresentou leve recuo de 0,6% em comparação ao mesmo período de 2025. O resultado foi impactado pela queda no faturamento de diversas linhas de negócio, com destaque para Transportes e Patrimonial. A sinistralidade do segmento reduziu 9,6 p.p., encerrando o período em 31,6%. No mês, o faturamento foi de R$ 3 bilhões.
Em fevereiro, o Individual Contra Danos avançou 3,7% frente ao mesmo mês de 2025, impulsionado principalmente pelo seguro fiança locatícia, que cresceu 18,6%. O faturamento mensal ficou em R$ 1,5 bilhão. No acumulado do primeiro bimestre, o crescimento foi de 7,6%, com destaque para garantia estendida, que avançou 12,4%. Quanto à sinistralidade, houve estabilidade no período, com a taxa encerrando em 31,5%.
Apresentando faturamento no mês de R$ 1,1 bilhão, o Rural encerrou o primeiro bimestre com retração de 7,5% no faturamento frente ao mesmo período de 2025. A última vez em que o segmento registrou queda no primeiro bimestre foi em 2018, com variação negativa de 0,7%.
Crédito e Garantia cresceu 7,3% em fevereiro frente ao mesmo mês do ano anterior e encerrou o primeiro bimestre com alta de 13,4%, o maior aumento no período. A alta é impulsionada principalmente pelo seguro crédito interno, que foi responsável por 74% da variação do segmento no período. No acumulado de janeiro e fevereiro, a sinistralidade diminuiu 4,6 p.p., encerrando o bimestre em 26,2%.
O Boletim IRB+Mercado, disponível na íntegra no site do IRB(Re), resume as operações de seguros. Já o Dashboard IRB+Mercado Segurador permite consulta dinâmica e gratuita às informações.



