> Resultado, que considera a Visão Negócio, chega a R$ 122 milhões no primeiro tri, excluído impacto da reforma tributária.
> Resultado líquido nos últimos 12 meses é de R$ 487,2 milhões, aumento de 18%.
> Resultado de subscrição alcança R$ 180 milhões, 74,5% superior ao 1T25.
> Nos últimos 12 meses, resultado subscrição tem alta de 89%, acumulando R$ 817,4 milhões.
> Suficiência fecha o trimestre em 287%, 80 p.p. acima do verificado no 1T25.
> Índice de sinistralidade fecha em 58%, registrando melhora de 8,5 p.p. na comparação com 1T25.
> Resultado financeiro e patrimonial atinge R$ 170,2 milhões.
> Prêmio emitido total, no 1T26, é de R$ 1,288 bilhão, alta de 3,2%.
> Índice combinado de 98,1% representa melhora de 4,3 p.p. em relação ao 1T25, beneficiado principalmente pelo índice de sinistralidade em queda.
> Lucro líquido apurado na metodologia IFRS 17 é de R$ 94 milhões.
> Companhia distribuirá R$ 128 milhões em proventos aos acionistas.
O IRB(Re) apurou lucro líquido de R$ 101,6 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), resultado impactado por ajustes referentes ao período de transição da reforma tributária brasileira. Excluindo este ajuste contábil, o ressegurador registrou lucro líquido de R$122 milhões no primeiro trimestre, superior aos R$ 119,3 milhões do 1T25. Os números, divulgados hoje (04/05) conforme a Visão Negócio, mostram ainda que, no acumulado dos últimos 12 meses, a companhia somou R$ 487,2 milhões de resultado líquido, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. Sem o efeito tributário, o valor chega a R$ 557 milhões, um incremento de 35%.
“Este trimestre marca a retomada da distribuição de proventos para os nossos acionistas, evento que consolida o trabalho de limpeza da carteira de subscrição e de aplicações financeiras, gerando resultados consistentes e perenes. Vislumbramos um ano com várias iniciativas estruturantes para levar a companhia para um novo patamar de negócios. Acreditamos que poderemos combinar crescimento de prêmios com ganhos de margens, com muita disciplina de subscrição e rigor na seleção de riscos”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re). Além do dividendo mínimo obrigatório de R$ 51 milhões, a companhia distribuirá um adicional em juros sobre capital próprio de R$ 78 milhões, totalizando R$ 128 milhões aos acionistas.
Considerando a divisão do portfólio de negócios, o lucro líquido da carteira P&C do IRB(Re) encerrou o trimestre em R$ 100 milhões. Já em Vida, houve reversão do prejuízo de R$ 16 milhões, no 1T25, para lucro de R$ 2 milhões. Desconsiderando o impacto da reforma tributária, o resultado fica em R$ 119 milhões para P&C e R$ 3 milhões para Vida.
Resultado de subscrição tem alta de 74,5%
No trimestre, o resultado de subscrição alcançou R$ 180 milhões, vindos integralmente da linha de P&C. O número é 74,5% superior ao 1T25. O desempenho da carteira P&C foi 42,2% maior, enquanto em Vida a melhora foi de 100,9%. Observando os últimos 12 meses, o resultado de subscrição é 89% maior do que o do ano anterior, chegando a R$ 817,4 milhões, sendo R$ 785,1 milhões relativos a P&C, alta de 37,5%, e R$ 32,3 milhões de Vida, 123,3% melhor.
“O IRB(Re) mantém sua disciplina estratégica, reforçando os pilares que sustentam a construção de um portfólio equilibrado, rentável e aderente ao seu apetite de risco. Como consequência da baixa sinistralidade e custo de aquisição, tivemos um desempenho significativamente superior. O nosso desafio continua no crescimento do prêmio retido, que teve redução de 6% em P&C, principalmente devido à redução da linha de Rural. Como já explicado em resultados anteriores, o segmento de Vida está sendo remodelado, e acreditamos que já veremos inflexão na linha de prêmios nos próximos trimestres”, diz Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).
Os prêmios retidos totalizaram R$ 896,1 milhões no 1T26 − redução de 8% no comparativo com o 1T25 − sendo R$ 869,7 milhões relativos a P&C e R$ 26,4 milhões a Vida. No recorte dos últimos 12 meses, P&C apresenta crescimento de 1,6% no prêmio retido, alcançando R$ 3,3 bilhões. Os prêmios retidos no exterior aumentaram 3,5%, no comparativo entre o 1T25 e o 1T26. Com isso, o primeiro trimestre de 2026 registra 57% dos prêmios retidos no mercado doméstico e 43% no exterior.
Sinistralidade cai 8,5 p.p.
O índice de sinistralidade no 1T26 foi de 58%, queda de 8,5 pontos percentuais (p.p.) em relação ao 1T25. A queda da sinistralidade consolidada, reunindo Brasil e exterior, foi ocasionada pelas linhas de Riscos Especiais (10%) e Outros (Marítimo e Riscos Financeiros).
O índice de sinistralidade no segmento Brasil foi de 35% no 1T26, comparado a 78,8% no 1T25, influenciado pela baixa sinistralidade na linha Patrimonial de 24%, e de Riscos Especiais, onde houve um ressarcimento relevante. Em termos nominais, o sinistro retido reduziu 61% para R$173 milhões. No exterior, Vida apresentou sinistralidade de 108% no 1T26, e Patrimonial, de 100,2%.
“A melhora na sinistralidade é consequência da estratégia de precificação adequada e pulverização de linhas e geografias. O índice de comissionamento também apresentou melhora significativa, com queda de 2 p.p., encerrando o 1T26 em 19%. Estes dois fatores levaram à redução do índice combinado para 98%, uma melhora de 4 p.p. em relação ao 1T25”, destaca Castillo.
Resultado financeiro e patrimonial soma R$ 170,2 milhões
Neste trimestre, o resultado financeiro e patrimonial somou R$ 170,2 milhões, 19% inferior quando comparado ao 1T25. O resultado financeiro das carteiras de investimento somou R$ 180 milhões no primeiro trimestre de 2026, sendo R$ 143 milhões no mercado nacional (onshore) e R$ 37 milhões no exterior (offshore). O IRB(Re) encerrou o trimestre com R$ 8,6 bilhões sob gestão em sua carteira de ativos financeiros, sendo 60% investidos no mercado onshore e 40% no mercado offshore.
“Diante da volatilidade associada ao cenário geopolítico, acreditamos que o portfólio está bem posicionado para capturar um ambiente de inflação um pouco mais alta no curto e médio prazo e para um ritmo mais gradual de queda dos juros. Esse cenário beneficia, principalmente, as posições pós-fixadas e indexadas à inflação e, ao mesmo tempo, permite a manutenção de um carrego positivo nas posições prefixadas no médio prazo”, explica Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), braço de investimentos do ressegurador.
Suficiência chega a 287% no 1T26
O Patrimônio Líquido Ajustado do IRB(Re) teve aumento de 24%, atingindo R$ 2,7 bilhões em março de 2026, o que fez com que a suficiência alcançasse R$ 1,7 bilhão. Assim, o patrimônio líquido ajustado correspondia a 287% do capital mínimo requerido em 31 de março de 2026, comparado a 207% em 31 de março de 2025.
“Do ponto de vista de gestão de riscos corporativos, tivemos a evolução do índice de solvência regulatória. Em março de 2026, este índice alcançou o patamar de 287%, representando um crescimento de 80 p.p., quando comparado ao 1T25. É o maior índice histórico desde o 2T24. Esta evolução é consequência dos resultados positivos apresentados ao longo dos últimos trimestres e reflete a disciplina de subscrição e de gestão de investimentos da companhia. Com relação ao índice de liquidez regulatória, terminamos o trimestre com um nível de suficiência de 13,1%, atingindo o montante de R$ 832 milhões, que demonstra o nível de prudência do IRB(Re) em relação às suas provisões técnicas e à sua gestão de ativos”, diz Debora Tavares, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).
IFRS 17
O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio da IFRS 4, utilizada pelo regulador setorial, a Susep, publica seus resultados em IFRS 17, metodologia adotada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Considerando a IFRS 17, o resultado da companhia em 2025 foi positivo em R$ 94 milhões, ante R$ 134 milhões em 2024. Já o resultado da prestação de serviços de resseguros totalizou R$ 74 milhões no trimestre, abaixo dos R$ 235 milhões observados no primeiro trimestre do ano anterior.
“A variação do trimestre reflete, principalmente, mudanças nas expectativas de fluxo de caixa futuro de determinados portfólios. De um lado, observamos uma menor contribuição esperada do Rural, refletida na redução da expectativa de sinistros e, consequentemente, da receita de resseguro no período. De outro, a despesa de resseguro não acompanhou essa dinâmica na mesma proporção, pressionada pela maior sinistralidade em contratos internacionais, especialmente no segmento patrimonial. Como consequência, essa combinação entre menor contribuição de receita e maior pressão de despesa resultou em uma redução de aproximadamente R$ 160 milhões no resultado da prestação de serviços, especialmente concentrada na linha de P&C. Já o resultado de Vida permaneceu residual, sem impacto relevante frente ao desempenho consolidado”, afirma Thays Vargas, Diretora de Controle e Finanças.
A Análise de Desempenho completa está disponível no site de Relações com Investidores da companhia (www.ri.irbre.com).



